domingo, 17 de fevereiro de 2008

Correcção da Actividade 1: Empirismo de D. Hume

QUESTÕES:
1. Quais são os elementos básicos que a mente utiliza em todas as suas operações?
2. O que distingue ideias de impressões?
3. O que podemos deduzir do texto quanto à existência de ideias inatas?
4. Estás de acordo com Hume quando o filósofo afirma que as ideias são cópias das impressões correspondentes?
5. Compara, resumidamente, as concepções de Locke e Hume no que respeita aos elementos do conhecimento.

CORRECÇÃO:
1.Hume considera que os elementos básicos do conhecimento são as impressões e as ideias.

2.O que distingue fundamentalmente as impressões das ideias é uma diferença de grau, que se traduz no modo como essas percepções afectam a mente: assim, as impressões, sendo percepções mais vivas (constituídas por sensações, emoções e paixões) afectam-nos de forma directa, já que se formam a partir do contacto directo e imediato entre a sensibilidade e a experiência. As ideias, pelo contrário, afectam-nos de forma indirecta, já que são percepções formadas a partir dessas primeiras impressões. Hume considera-as uma representação mental ou cópia dessas mesmas impressões → são percepções menos vivas do que as primeiras (são percepções indirectas e temporalmente posteriores), já que o entendimento funciona como mediador entre a experiência directa que fornece impressões e a respectiva “marca” na memória (recordações ou abstracções das primeiras impressões : ideias).

3.Podemos deduzir que na óptica de D. Hume não existem ideias inatas, uma vez que todos os conteúdos da nossa mente se formam (por via directa ou indirecta), a partir da experiência. Este autor, como todos os empiristas, partilha da convicção de que não existe na razão qualquer património a priori, isto é, qualquer conteúdo anterior ou independente da experiência.

4. Só estaremos em total acordo com Hume se partirmos dos mesmos pressupostos partilhados por todos os empiristas isto é, se partirmos do princípio que até as intuições mais puras do entendimento não têm a sua génese na Razão mas na Experiência. Nesse caso, seria absurdo admitirmos, ao mesmo tempo, a possibilidade da existência de conteúdos inatos (inerentes à própria natureza da Razão). Se, pelo contrário, admitirmos que existem ideias cuja natureza dificilmente associaremos a elementos existentes na experiência (por não se constituírem a partir de qualquer exercício de abstracção ou generalização indutiva feita pelo entendimento com base em elementos da experiência) não poderemos concordar com o filósofo pois estaremos, nesse caso, a adoptar uma perspectiva de análise oposta cujos pressupostos não se inserem numa óptica empirista mas racionalista.

5. É possível estabelecer uma analogia entre a percepção externa e a percepção interna de J. Locke e as impressões e ideias como elementos básicos do conhecimento definidas por D. Hume. Ambos os autores associam, respectivamente, a percepção externa e as impressões às sensações mais imediatas e ambos fazem-nas depender, directamente da Experiência. Por outro lado, a percepção interna em Locke já corresponde a uma operação mental de abstracção produtora de ideias, tal como se verifica em Hume : as ideias são abstracções concebidas no entendimento como cópias ou imagens mais débeis dessas primeiras impressões; logo, também em ambos os autores, as ideias dependem indirectamente da experiência . No entanto, apenas no caso de Hume é referido o papel da memória/recordação na recuperação dessas primeiras impressões, aspecto que é omitido na descrição de John Locke.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Novos Elementos de Apoio ao Estudo

FICHA DE LEITURA: Textos págs. 150-152 Origem e natureza do Conhecimento: O EMPIRISMO

1. Se o Idealismo de Platão (séc.s IV- V a. C.) foi a teoria precursora da concepção Racionalista do conhecimento, o realismo do seu discípulo, Aristóteles, (séc. IV a.C.) foi a concepção que influenciou a teoria Empirista fundada por J. Locke no séc. XVII.
2. O Empirismo surge numa lógica de frontal oposição face aos exageros da teoria Racionalista (que contém essa vertente dogmática) e, particularmente, como rejeição do inatismo cartesiano: os empiristas não aceitam a existência de qualquer património a priori no entendimento humano: todos os conteúdos do entendimento/consciência, provêm da experiência. Opõem-se à autocracia da Razão patente no cartesianismo.
3. A descrição empirista do conhecimento apresentada por J. Locke, começa por negar a existência de ideias inatas (a existência de qualquer património a priori) utilizando, para isso, a alegoria da tábua rasa segundo a qual, na origem, a mente está vazia de conteúdo algum – como se fosse uma folha de papel em branco em que, ao longo da vida, a experiência vai gravando todos os seus caracteres/ inscrições.

4. Para explicar o processo pelo qual se adquire conhecimento através da experiência, Locke estabelece a distinção entre dois modos de percepção (dois processos pelos quais o entendimento forma ideias a partir de uma base empírica):
Ø - A percepção externa (equivalente às sensações) – que traduz o modo como os nossos sentidos são directamente afectados pelos objectos e estímulos da experiência, levando o entendimento a formar ideias simples tais como, as das cores, dos sabores, da textura e dimensões dos objectos, das sensações de dor, de prazer (em suma, de tudo o que se entende por qualidades sensíveis ou primárias das coisas).
Ø - A percepção interna (reflexão sobre os conteúdos internos do entendimento – formando ideias a partir de outras preexistentes) por sua vez já formadas a partir do contacto directo com a experiência: sensações.
A percepção interna, como o próprio nome indica, não produz ideias a partir do contacto directo com a experiência, mas por via indirecta, com base na reflexão sobre as ideias simples formando outras ideias, mais complexas, que já traduzem as operações internas do entendimento; são exemplo de tais ideias, o imaginar, o compreender, o crer, o pensar, o querer, o raciocinar, etc.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Orientações de Estudo: próximo teste / Jan.

MATRIZ
3º Teste Sumativo de Filosofia – 11º ano Turmas:

A B C D / Janeiro – 2º Período


1. Estrutura:
2versões com igual estrutura (Questões distribuídas por 3 Grupos).
Temas em avaliação:
(Grupo I) → Argumentação / (Grupos II e III) → Problemática do Conhecimento.

Grupo I – 4 questões teóricas de resposta curta e objectiva.
Grupo II – 1 questão subordinada a texto, de resposta extensiva e orientada:
(requer análise do texto c/ desenvolvimento adequado aos objectivos).


Grupo III – 2 questões:
1.ª questão – subordinada a texto, de resposta extensiva e orientada:
(requer comentário do texto tendo em conta objectivos propostos).
2ª questão – de resposta curta e objectiva.

2. Cotações:
Grupo I – 4 X 1,5= 6 valores (60 pontos)
Grupo II – 7 valores (70 pontos)
Grupo III
Questão 1- 5,5 valores (55 pontos)
Questão 2- 1,5 valores (15 pontos)
_____________________________
Total: 20 valores (200 pontos)

3. Guião de Estudo:
Rever toda a matéria no âmbito da Argumentação ( a partir da aula nº 17).
Rever a Problemática do Conhecimento (até à última lição).
ELEMENTOS DE ESTUDO:
Registos e apontamentos do caderno diário (desde a aula 17 em diante).
Fichas de Actividades e respectivas conclusões/correcções.
Percurso no Manual:
Rever todos os textos tratados nas aulas.
Consultar outros textos como complemento de estudo dos temas:

Argumentação
Págs. 82-88
91 (Texto nº 7)
108- 115

Problemática do Conhecimento
Págs. 136-139 (Teoria Fenomenológica)
140- 149 (Racionalismo)


Actividade formativa:

Grupo I

A retórica foi, em primeiro lugar, uma técnica de persuasão e é ainda desta forma que Perelman a definiu vinte séculos depois:" O objecto desta teoria é o estudo das técnicas discursivas que permitem provocar ou aumentar a adesão dos espíritos às teses apresentadas ao seu assentimento".

Tendo por base o texto, responde às seguintes questões:

1. Contextualiza historicamente o aparecimento da retórica.

2. Explica o contributo dos sofistas para esse facto.

3. Identifica e caracteriza algumas das técnicas discursivas referidas pelo texto.

4. Apresenta as principais diferenças entre argumentação e demonstração.

5. Identifica os elementos do processo argumentativo.

6. Esclarece as principais diferenças entre a Velha e a Nova retórica.

7. Apresenta a concepção de Perelman sobre a argumentação.

Grupo II

1. Caracteriza a teoria fenomenológica do conhecimento.

2. Descreve o processo do conhecimento, na óptica dessa teoria.

3. Demonstra, no contexto da teoria, que o conhecimento é um processo dinâmico.

Grupo III

1. Contextualiza,historicamente, as influências que determinaram o aparecimento do Racionalismo.

2. Identifica o seu fundador e a época em que surge o Racionalismo.

3. Demonstra, quanto aos seus objectivos, que esta teoria é uma problematização de questões gnosiológicas.

4. Esclarece, o privilégio dado pela teoria, ao processo intuitivo-dedutivo na formação do conhecimento.

5. Demonstra, porque razões é que o método indutivo não se harmoniza com o ideal gnosiológico dos racionalistas.


6. Esclarece em que consistem respectivamente:

a)- A necessidade lógica (aplicada ao conhecimento).

b)- A Universalidade.

c)- O projecto de matematização do real.

d)- O primado da Razão sobre a Experiência.

e)- As Ideias inatas.



7. Elabora uma dissertação(produção de texto) em que te coloques como adepto e defensor da tese racionalista.


Bom Estudo!

E não esqueçam que responderei, na medida do possível, às vossas dúvidas e comentários através do Blog.


terça-feira, 23 de outubro de 2007

Projecto Curricular de Turma 11º ano: Galeria de Imagens

Guerra do Vietname: A Fuga dos Inocentes.
A Geração Hippie começou por ser o resultado de um movimento contra o recrutamento de jovens americanos para a Guerra do Vietname, até atingir as dimensões de um verdadeiro Movimento de Contra-Cultura.
O "Carrocel" das Gerações: O que move as Gerações?
A Geração Hippie das décadas de 60 foi a primeira que teve a ousadia de lutar contra a hipocrisia e a corrupção reinantes, contra as convenções, contra a Guerra, elegendo o Pacifismo como forma privilegiada de combater a conflitualidade e as guerras feitas à margem da vontade dos Povos, em nome de interesses ocultos e do poder das elites.O que resta, hoje, dessa herança e dessa Utopia que eles, à sua maneira, teimaram em construír?

CARTAZ do WOODSTOCK : a Festa do Rock e da Música de Vanguarda
Paz,Liberdade,Irreverência,Evasão,Amor e Música- os Ideais e os Símbolos de uma Geração : a geração Hippie (anos 60)
"Caravana" preparada para o Festival do Woodstock (anos 60)

A Estética hippie

Graffitis nómadas: a vida errante pelas estradas do Mundo
" Casamento" Hippie no Festival do Woodstock: (a crença no fim de todas as convenções)

Esperando a música: Festival do Woodstock anos 60
Que forças ocultas movem as Gerações? O que é que as une e as separa?

Será a Consciência? A Ideologia? A(s) crença(s) ou... a falta delas?
" Cogito ergo sum" (Descartes). Se a Consciência é a sede das Ideias,o que é, afinal, a Consciência?

Estudos de fisiologia/óptica: fusão das imagens (Descartes séc. XVII)

INSTRUÇÕES (P.C.T.)
O Trabalho de Projecto que vos proponho desenvolver no presente ano lectivo intitular-se-á “ Ideário” e pretende-se que os Grupos de Trabalho que viermos a constituir, sejam capazes de seleccionar uma Ideia ou uma grande descoberta dos domínios da Ciência ou da Filosofia e a materializem, construindo um Objecto que as represente, dando “corpo” a essa Ideia
.
Para a produção desse objecto, poderão reutilizar materiais que já não têm qualquer utilidade ou aplicação (embalagens vazias dos mais diversos produtos, cartões, caixas de sapatos, objectos de plástico ou de vidro, lâmpadas fundidas, caixas de ovos, contas de colares velhos, peças velhas de jogos Lego ou de outros jogos, brinquedos velhos (bonecos/bonecas para representar personagens) plasticinas ou pastas de moldar, CDs velhos, discos de vinil, tinteiros gastos de impressoras, etc, etc, enfim, totalmente ao sabor da vossa imaginação e criatividade).
Se dos trabalhos finais resultarem composições ou instalações interessantes, poderemos expô-los na Escola ou no decurso da Feira Pedagógica, esperando que sejam tão bem sucedidos como os do ano lectivo transacto.
A Galeria de Imagens que aqui vos apresento, pretende apenas servir de sugestão e inspiração para o vosso trabalho. São ideias e descobertas do âmbito da Filosofia e da Ciência, mas poderão seleccionar outras, diferentes daquelas que esta Galeria vos apresenta, dentro das mesmas áreas (Filosofia e Ciência).
Os Trabalhos de Grupo deverão estar concluídos nos finais de Abril.


Qual foi a verdadeira Torre de Babel? As Torres do Inferno do 11 de Setembro em Nova York, ou a verdadeira e mítica Torre de Babel? Afinal os Mitos são, por vezes, antevisões do Futuro?
A era dos dirigíveis: 1º Zeppelin deslizando no céu


Conexões lógicas:como funciona o Pensamento


Newton "viu O Invisível" na simples queda de uma maçã


Grandes génios: Einstein

ECOPLANETA: nostalgia do passado ou miragem do Futuro?
VÍRUS DA SIDA
O Vírus da Sida é uma "anémona" assassina


Viva a Biodiversidade!A Vida é COLORIDA !
A VIDA É AZUL

O Olho do Nada inquieta-nos! E, talvez por isso, procuramos o Ser.
O que é o Nada? O NADA é a Insuportável Ausência de Ser :
O NADA é o Vazio no seio do Ser:
O Nada é Vertigem:

Porque temos horror ao Vazio ?
Pânico Mesmo!

" O Inferno são os Outros" ( Sartre:Filósofo contemporâneo). Na grande massa humana dilui-se a nossa Individualidade. O que é o Indivíduo?

O Desespero, o Tédio e a Angústia são sentimentos inevitáveis da existência de um ser pensante...


A Náusea de existir:
O Tédio é Cinzento, o tédio dói, o tédio destrói, o tédio Corrói !...

Não penses, Existe , simplesmente!


A Angústia de Existir!
" Ser ou não ser, Eis a Questão" (Shakespeare)


OUÇAM-ME !... Eu quero Ser!

Existências? Em projecto? Já são, ou... ainda não são?
O nascimento do Homem ( pintura : Salvador Dali)
O que é, afinal, a Existência? O que é Existir?

O que é a Ciência? É a vã(?) tentativa do Homem para conhecer a Realidade. É uma construção da Racionalidade humana em permanente transformação e crescimento. O Progresso da Ciência não nos devolve a tranquilidade, a segurança, mas a imagem de uma Realidade cada vez mais complexa: quanto mais aumenta o conhecimento, mais se adensa o Mistério da Realidade.

Reflexão da Luz: Espelhos (O que os nossos olhos vêem e a Razão pensa)
Esquema da reflexão da luz:

Reflexão da Luz: prisma
Antes da Ciência o magnetismo era mágico: magnetismo da Terra 1 :
MAGNETISMO 2 :
Magnetismo 3 :

Primeiros protótipos técnicos/ Máquinas de Leonardo da Vinci: Bicicleta
É tão bonita que apetece repetir!


Asas de Voar, asas de Crescer ...
Asa (Leonardo da Vinci)

Tanque de Guerra (Leonardo da Vinci)

Primeiros estudos/esboços de anatomia: Leonardo da Vinci
Gestação: (Leonardo da Vinci)

O Conhecimento é como uma Árvore: o seu tronco é a Física(Descartes)

Galileu: O " Iluminado"

Anéis de Saturno: (Galileu)
Fases da Lua (Galileu)

Desenho da superfície da Lua (Galileu)


Luneta de Galileu
Microscópio (Galileu)

Cálculos da experiência do Plano Inclinado (Galileu):
Bases matemáticas para a formulação da Lei do Movimento Uniformemente Acelerado (Lei da Física)

Estudos do Movimento:Experiência do Plano Inclinado (Galileu)


Teoria da Gravitação de Newton:
Leis de Kepler:


Cosmovisão Heliocêntrica de Kepler:


A Cosmovisão Geocêntrica aristotélica - ptolomaica (Aristóteles e Ptolomeu)
O Geocentrismo é também homocêntrico (Homem no centro):

A esplêndida "geometria" do Átomo :

ESPIRAIS: Hélice do ADN
Tornar "simples" o que é complexo, é a árdua missão do homem de Ciência

Espirais de ADN(DNA) : a ordem na aparente desordem da diversidade biológica


A Sublime e longínqua espiral da Via Láctea:


A CONQUISTA DO ESPAÇO:
Aparição da Terra levitando sobre a superfície lunar: o que Galileu,Kepler,Copérnico e outros génios nunca viram.

CONQUISTA DA LUA :

A conquista do Espaço (o Espaço também já é propriedade de alguns?)

Os Espiões do Universo ( Sputnik - 1º Satélite artificial:U.R.S.S.):

Foguetão de lançamento do Sputnik:


A ERA DA INFORMAÇÃO: Informação é sinónimo de Conhecimento?

A MARAVILHOSA(?) Invenção: O Computador
As horas de "lazer" e a ilusão de liberdade que "ele" nos dá!
Retira-nos horas do viver e conviver e amarra-nos às árduas tarefas do quotidiano.Entra-nos em casa sem pedir licença e envia-nos trabalho por mails. Ele é, de facto, a máquina que triunfou e que servindo-se da nossa liberdade e da nossa privacidade, nos Escraviza. O Simplex do Século é, afinal, muito "Complex": quantos de nós é que atira para o desemprego e para o trabalho precário? Quantos braços humanos são substituíveis e dispensados pela crescente sofisticação da robótica?

Sistema GPS: Os Espiões "eles espreitam-nos" em todo o lado: são os Big Brothers que navegam pelo Universo.


A CONSCIÊNCIA:
Tornou-se um "lugar comum" dizer-se que a Consciência é a sede das Ideias. Mas o que é a Consciência? Consciência do Ser, do Nada, do Mundo, de nós, da morte?
Consciência Zangada ? Consciência Amputada?
Consciência Lúcida? aquela que desbrava (ou julga entender) as profundezas e os mistérios da Realidade? Consciência luminosa? Consciência saudosa?
Luz que incendeia a Inteligência e aclara o espírito?


A MAÇÃ de Newton







Ao longo da história do conhecimento, as Grandes Ideias ou Intuições, foram o motor da sabedoria e da Ciência.

A Alegoria da Caverna- Texto da obra: A República de Platão
(filósofo grego)
Só pela atitude de espanto e de interrogação face ao mistério da Realidade, é que o Homem se libertou da ignorância e atingiu o conhecimento racional. Primeiro, através da Filosofia , posteriormente através das conquistas da Ciência.

O homem da Caverna é um Prisioneiro das sombras da Ignorância.
Só o conhecimento nos liberta da cegueira da ignorância.

A CAVERNA de Platão (Séc.IV a.C.)
“ Se queres alcançar o verdadeiro conhecimento, terás que libertar-te das trevas da Caverna e ver o que é invisível aos olhos dos ignorantes”. (Platão)
Para Platão, o homem que confia nas imagens que os seus sentidos lhe devolvem, será como um «prisioneiro da Caverna» que confunde as Sombras com a Verdade.
Assim também Newton viu na queda visível da maçã, a Verdade invisível aos olhos do comum dos mortais. Os grandes génios da ciência e do conhecimento, foram aqueles que conseguiram “ver” o Invisível: o que escapa aos olhos e aos sentidos e que só é captado pela Razão (racionalidade). Se assim não fosse, Newton também só teria visto uma simples maçã que cai e nada mais !
O ESPAÇO E O TEMPO:
O Tempo e o Espaço são as condições a priori de toda a Experiência possível. Tudo o que acontece, acontece na ordem do espaço e do tempo. Kant (filósofo séc. XVIII)

Big Bang: o Tempo antes de todo o Tempo...
... O Tempo ancestral, o Tempo sem Tempo...

Leis de Lavoisier: a Mudança e a Conservação :

AS HORAS: O TEMPO que se deixa(?) medir:
A lei do tempo é a lei da mudança: no tempo, "tudo muda nada permanece..." (Heraclito de Éfeso - filósofo grego pré-socrático)
Pintura: A Persistência da Memória (Salvador Dali)
O que é o TEMPO ?

O Tempo corre, inexoravelmente e escapa-nos. Captura-nos sempre,com as Leis da Transformação, do Desaparecimento e da Morte.
O ser que se transforma (no tempo) continua sendo o mesmo ? Como?
... Se cada fase implica a negação do estado anterior?
METAMORFOSES DE UM BESOURO: